Ilhas de mim
Penso,
As águas correm e o vácuo se forma...
Isolou-me de mim mesmo o cicliquismo das marés.
Sou a ilha que estou...
... Ao longe ouço tambores
... Sinais de fumaça
- Há um incêndio que se apagou!
Ser-me,
Saudades do meu mundo...
É egoisticamente justo.
Ontem nele era o amanhã...
O egoísmo ao sair
Vieram as ondas, os vácuos e a explosão...
As ilhas, novas ilhas e novas ilhas...
E todo o trabalho evitável:
- Colar, me colar e decolar.
A maior descoberta de minha vida
A maior descoberta de minha vida
Descobri que o que sou mesmo é “INVENTOR”
Invento consertos e soluções
Invento músicas, letras e instrumentos
Invento artes plásticas e reinvento coisas do lixo
Invento poesias e poéticas...
Invento tanto, todos os dias,
Que desconfio ser eu minha maior invenção.
quarta-feira, 19 de maio de 2010
quinta-feira, 29 de abril de 2010
Shopping Sem Ter
Peguem suas ofertas
A porta já se abriu,
Só não vê quem não quer,
Tudo está lá:
Montes e montes cheirando a novo – mofo de suas velhas pobrezas.
Viva na fartura!
Viva, é fartura!
Morra, porque pra mim falta.
Sonhando um sonho podre enquanto ainda há tempo de sonhar
Sonhando um sonho pobre quando só há tempo pra sonhar
Quisera outros planos
Quisera outras vidas...
Agora catem as suas ofertas, hipocrisias e fantasias ruins
E quando sair não se choque com o meu frio
Enquanto ainda eu estiver aqui.
A porta já se abriu,
Só não vê quem não quer,
Tudo está lá:
Montes e montes cheirando a novo – mofo de suas velhas pobrezas.
Viva na fartura!
Viva, é fartura!
Morra, porque pra mim falta.
Sonhando um sonho podre enquanto ainda há tempo de sonhar
Sonhando um sonho pobre quando só há tempo pra sonhar
Quisera outros planos
Quisera outras vidas...
Agora catem as suas ofertas, hipocrisias e fantasias ruins
E quando sair não se choque com o meu frio
Enquanto ainda eu estiver aqui.
quinta-feira, 8 de abril de 2010
Prece oriental
Saúdo este dia nascente sem mãe
Saldo do ontem
Na espera do porvir
Que eu possa saldar
Se aqui estiver
A saudade do tempo que perdi
Que eu possa querer como quando criança querendo comer
Que o sal venha fácil e não seja mínimo
E que venha com o mar
Que eu consiga por hoje administrar as misérias
E que amanhã esteja farto
Que o caminho se abra
E seja preciso o meu oriente
Saúdo este dia nascente sem mãe
Saldo do ontem
Na espera do porvir
Que eu possa saldar
Se aqui estiver
A saudade do tempo que perdi
Que eu possa querer como quando criança querendo comer
Que o sal venha fácil e não seja mínimo
E que venha com o mar
Que eu consiga por hoje administrar as misérias
E que amanhã esteja farto
Que o caminho se abra
E seja preciso o meu oriente
segunda-feira, 29 de março de 2010
Pão e ciclo
A roda começou a girar na ladeira
O vento chegou a gelar na canseira
O topo voltou a ficar mais pra beira
O sangue passou a later pela
O rastro bastou pra gerar a canseira
O sonho arrotou a diária rotina
O golpe feriu a quem não se ilumina
O homem que até a si próprio extermina
O louco que é torto da alma e n’atina
O cego que sente cheiro e imagina
O fato que é previsão e n’acontece
O ato que pede atenção não merece
O solo que quer união se enfraquece
O ouro quando é cotação enriquece
Descobre quanta tentação tem na prece
O vento chegou a gelar na canseira
O topo voltou a ficar mais pra beira
O sangue passou a later pela
O rastro bastou pra gerar a canseira
O sonho arrotou a diária rotina
O golpe feriu a quem não se ilumina
O homem que até a si próprio extermina
O louco que é torto da alma e n’atina
O cego que sente cheiro e imagina
O fato que é previsão e n’acontece
O ato que pede atenção não merece
O solo que quer união se enfraquece
O ouro quando é cotação enriquece
Descobre quanta tentação tem na prece
sábado, 13 de março de 2010
Tanto tempo
Quanto tempo perdido
Quantas perdas, quantas vozes tímidas
Quanto mel derramado
Quantas merdas, quantas frases cínicas
Quantos tormentos, quantas mortes vívidas
Tantas gentes, tantas vezes frígidas
Tanto tempo perdido
Nas certezas de minhas frases tímidas
Tanto fel declamado
Tantas rezas, tantas aves pudicas
Escandalosamente restos como fossem dívidas
Quantas vestes pra nudezes tísicas
segunda-feira, 8 de março de 2010
Voltei a postar...
...Porque senti saudade...
Saudades de compartilhar com vocês os textos do Mário que tenho lido e cada vez gostado mais...
Saudades também dos poucos e fieis leitores...
Contatos: jullika.carvalho@gmail.com / mdeganelli@yahoo.com ou deixe seu comentário...
"Velho discurso, sobre o discurso, etc.
Sou provocador de descurso
Caminhante das vias misteriosas do porvir
Carne e sangue latentes,
Eis minha obra,
Eis minha vida,
Eis me aqui"
(Descurso - Mário Deganelli)
Saudades de compartilhar com vocês os textos do Mário que tenho lido e cada vez gostado mais...
Saudades também dos poucos e fieis leitores...
Contatos: jullika.carvalho@gmail.com / mdeganelli@yahoo.com ou deixe seu comentário...
"Velho discurso, sobre o discurso, etc.
Sou provocador de descurso
Caminhante das vias misteriosas do porvir
Carne e sangue latentes,
Eis minha obra,
Eis minha vida,
Eis me aqui"
(Descurso - Mário Deganelli)
sexta-feira, 15 de janeiro de 2010
Voltei...Depois de intermináveis festas, férias e conjuntivites de fim de ano.
Mas isso já é assunto passado, portanto, vamos ao que interessa:
Verdade...
Sem sombra, sem luz
No acreditar o ser.
Humano pro humano e pras coisas
Mundano sem rabo, sem preza
O verbo ser de quem
É
O encontro do risco
Com/pro miss(cú)o
Sem moral que chegue e negue e cegue...
... Verdade ...
Que seja vívida.
(O que se diz a si num poema e te arrepia)
Mas isso já é assunto passado, portanto, vamos ao que interessa:
Verdade...
Sem sombra, sem luz
No acreditar o ser.
Humano pro humano e pras coisas
Mundano sem rabo, sem preza
O verbo ser de quem
É
O encontro do risco
Com/pro miss(cú)o
Sem moral que chegue e negue e cegue...
... Verdade ...
Que seja vívida.
(O que se diz a si num poema e te arrepia)
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