A maior descoberta de minha vida

A maior descoberta de minha vida


Descobri que o que sou mesmo é “INVENTOR”

Invento consertos e soluções

Invento músicas, letras e instrumentos

Invento artes plásticas e reinvento coisas do lixo

Invento poesias e poéticas...

Invento tanto, todos os dias,

Que desconfio ser eu minha maior invenção.

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sexta-feira, 27 de maio de 2011

Produto

Rótulos e embalagens
cada vez mais sofisticados
engodos
engordas
enganos
entulhos
entalhos numa cabeça
de madeira petrificada
produtos esculpidos com as ferramentas das necessidades que não precisam

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Sobre-vida

Devo ter um emprego estável
Uma mulher-escrava
uma vida pacata e sem riscos
Um lar humilde e digno.
O sonho de uma aposentadoria conquistada ano após ano de pagas à previdência...
...conselhos de minha mãe!
Ela quer que eu seja feliz e não sofra!

segunda-feira, 29 de março de 2010

Pão e ciclo

A roda começou a girar na ladeira
O vento chegou a gelar na canseira
O topo voltou a ficar mais pra beira
O sangue passou a later pela
O rastro bastou pra gerar a canseira

O sonho arrotou a diária rotina
O golpe feriu a quem não se ilumina
O homem que até a si próprio extermina
O louco que é torto da alma e n’atina
O cego que sente cheiro e imagina

O fato que é previsão e n’acontece
O ato que pede atenção não merece
O solo que quer união se enfraquece
O ouro quando é cotação enriquece
Descobre quanta tentação tem na prece

sábado, 13 de março de 2010

Tanto tempo


Quanto tempo perdido
Quantas perdas, quantas vozes tímidas
Quanto mel derramado
Quantas merdas, quantas frases cínicas
Quantos tormentos, quantas mortes vívidas
Tantas gentes, tantas vezes frígidas

Tanto tempo perdido
Nas certezas de minhas frases tímidas
Tanto fel declamado
Tantas rezas, tantas aves pudicas
Escandalosamente restos como fossem dívidas
Quantas vestes pra nudezes tísicas

segunda-feira, 8 de março de 2010

Voltei a postar...

...Porque senti saudade...
Saudades de compartilhar com vocês os textos do Mário que tenho lido e cada vez gostado mais...
Saudades também dos poucos e fieis leitores...


Contatos: jullika.carvalho@gmail.com / mdeganelli@yahoo.com ou deixe seu comentário...


"Velho discurso, sobre o discurso, etc.
Sou provocador de descurso
Caminhante das vias misteriosas do porvir
Carne e sangue latentes,
Eis minha obra,
Eis minha vida,
Eis me aqui"

(Descurso - Mário Deganelli)

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Um dia por vez

A vida por um triz...


O dia seguinte talvez não exista.

A cada instante há uma nova erupção no vulcão da vida e o instante passado é a única garantia de que a vida continua

Nenhum grande tratado pode afeta-la, o curso segue:

Sem matrícula, notas de reprovação ou culpas,

Somente desistências.





quinta-feira, 17 de dezembro de 2009


Tanto tempo

Quanto tempo perdido
Quantas perdas, quantas vozes tímidas
Quanto mel derramado
Quantas merdas, quantas frases cínicas
Quantos tormentos, quantas mortes vívidas
Tantas gentes, tantas vezes frígidas

Tanto tempo perdido
Nas certezas de minhas frases tímidas
Tanto fel declamado
Tantas rezas, tantas aves pudicas
Escandalosamente restos como fossem dívidas
Quantas vestes pra nudezes tísicas

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

O Escorpião








Um som triste


Da tristeza nasalada

Do berimbau que anima

A festa da capoeira



Da corredeira d’água

Violenta que calma a roça



Reizado, zabumba,

- bumba meu boi!

Sangra meu povo

Ganga meu rei,

...trilha!



Aldeia meu índio

Indica meu guia

Guia com voz de berrante



Ao curupira

Caipora

C’a espera do sonho de criança



Do saci

Só se assim...

...assim for

Gritar fino

Gritar doce

Agrupar

Grutar e acordar o cordel

C’a corda no pescoço

E amém putaiada

Amém.


(Grutesco - Mário Deganelli)
Cotidiano (ode às vezes)




Às vezes, tristeza

Às vezes, nada ...

Às vezes, recomendo que me deixem!

Não quero mais AS VEZES!

Não à “As vezes” intransigentes que cegam ...

Às vezes, respondo o meu sono e minha apatia meticulosa.

Às vezes, repetidas vezes, dou meu sufocamento e pra onde olho a vista bate... tudo é próximo.

Às vezes há frestas entre um dia e outro e algumas iluminuras aparecem ...

São fantásticas visões improváveis,

São artes líquidas que soturnas descobrem seus caminhos.

Sangues rarefeitos imbuídos de oxigênio e sonho. Às vezes transbordam e multiplicam infinitas vezes e mancham:

- Marcas rupestres num cotidiano fatídico e urgente.

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Cara...






















Carranca Punk








Ah! Minha cara!
Espelho refletor dos estados de minh’alma...
Tão tara quão rara,
Tão “cara” quanto eu.
Ah! Minha cara,
Disfarce quando açucara,
Amara quando vera.
Ah! Minha cara!
Quantas vezes não quisera
Quantas noites foras quimeras...
Em quantas luas fostes cheia...
Mas cara, estado de minh’alma,
Arestas de minh’aura
Retrato de meus rostos

(Cara - Mário Deganelli)




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Blog de novo visual!!!

Aceitando sugestões para postagens.

Abraços!

sexta-feira, 3 de julho de 2009

Luminária: Insetos em volta da Lua
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Malabares
Contorcemo-nos*
Malabares ao ar
É o circo trazendo alegria!
O espetáculo não pode parar!
Esperteza malabarista!

- Oba!, lá vem a trapezista cheia de graça com a corda bamba e os balanços, segurando como pode o equilíbrio,
o calo dói e o espetáculo não pode parar

- E o domador...
- Se ele perde o controle...
- Olha! O atirador de facas!Ele atira até de olhos vendados!
- Já pensou se ele acerta a mocinha da roda viva!?
- Não esquenta, o mágico conserta com seu truque de ilusão!

E vamos todos rir, o palhaço chegou!

Mil sensações pro coração do povo.

Não percam o próximo espetáculo!
...
Mas um dia a audiência cai e o circo tem que partir,
pra alegrar outros bairros...
... o povo fica ...
... aguarda ...
... faz mais filhos pra levar pro próximo circo que vai chegar.

Aí vai ter mais palhaços, alegrias e emoções-mil.
Os malabares vão deixar a gente tonta
E a vida vai, de novo,
balançar na corda bamba ou no trapézio.
Ou ficar nas mãos do domador.
Mário Deganelli