Se preparou
bastante
para o fim do mundo
E fez o que quis.
Passou a data
e o mundo não acabou...
Só pra ele!
A maior descoberta de minha vida
A maior descoberta de minha vida
Descobri que o que sou mesmo é “INVENTOR”
Invento consertos e soluções
Invento músicas, letras e instrumentos
Invento artes plásticas e reinvento coisas do lixo
Invento poesias e poéticas...
Invento tanto, todos os dias,
Que desconfio ser eu minha maior invenção.
terça-feira, 27 de novembro de 2012
quarta-feira, 21 de novembro de 2012
domingo, 11 de novembro de 2012
Presente-Negro
Negra cultura
Negros tempos – swing-dançante-musical
negro passado escravo
liberto das misérias da alma
Negras a prenderem os sonos e os erotismos dos donos
dos negros
Negras vergonhas de assédios imorais
Negro-movimento
Negro-entendimento-transcendente
Negras tragédias e choros negros apartados
Negro-mistério
Orixá
Candomblé
Hip-hop
Samba-choro
Samba-morro
- Vida rica arrancada das ausências -
Negra capoeira – bela dança que fere!
Negro, como tantas outras cores
como a imensidão de sabores
da diversidade...
segunda-feira, 24 de setembro de 2012
À mesa
Naquela mesa, posta diferente neste dia, de modo a acompanhar o formato
do salão, estavam gentes de toda espécie, de todas cores, de todos cheiros, de
todas vivências. Mas a chegada daquele casal maltrapilho, mijado, fedido e com
palhas nos cabelos sebentos, trazidas da rua do último sono dormido
incomodaram... os preconceitos suscitados entre os que deveriam ser seus pares
também chamou a atenção. Incomodavam porque traziam em si, apesar do
maltrapilho e da sujeira, uma vivacidade e um carinho de casal que transbordava
pela mesa e ensopava o colo ressecado dos participantes daquele almoço. Um
princípio de discussão querido por um, um chamar de atenção tentado por outro e
o casal, impávido, respondendo com colheradas oferecidas na boca
carinhosamente.
A proposta, trazida como sobremesa por D.Maria e o pessoal do
consultório de rua, foi simples:
- Ao som do dedilhado no violão, será lido um poema de Cecília Meireles
intitulado “o último andar”.
Ouçamo-lo:
O último andar
No último andar é mais bonito:
do último andar se vê o mar.
É lá que eu quero morar.
O último andar é muito longe:
custa-se muito a chegar.
Mas é lá que eu quero morar.
Todo o céu fica a noite inteira
sobre o último andar
É lá que eu quero morar.
Quando faz lua no terraço
fica todo o luar.
É lá que eu quero morar.
Os passarinhos lá se escondem
para ninguém os maltratar:
no último andar.
De lá se avista o mundo inteiro:
tudo parece perto, no ar.
É lá que eu quero morar:
no último andar.
Logo após a leitura, mais som de violão, e após, mais leitura do mesmo poema e após, mais violão... tudo orquestrado pelas mãos habilidosas de D.Maria, que queria que prestassem atenção à escuta... na última vez o tocador acompanhou seu dedilhado com um assovio e outro assovio o acompanhou e surpreendeu desafiador os expectadores... Ivaldo era o nome daquele “Raul-seixaniano D.Quixote” que ao tomar o violão pra si protagonizou um belíssimo show com sambas-canções, romantismos e por vezes alguma malandragem do Bezerra da Silva... fez daquele lugar sua saudosa maloca e na sua maluquice não quis saber quem eram todos, não discriminou e ensinou-nos a também não discriminar. O público, ávido por aquele néctar, cantou junto, batucou, empolgou e se apossou daquele momento como nunca antes...
Dna.Maria, que sacou de um livro porque por acaso sua estante de prateleiras havia caído e por acaso escolheu “Cecília”, por acaso viu neste acaso a força transformadora imensurável da arte.
quinta-feira, 13 de setembro de 2012
Pauta e nota!
Vida pautada
em notas
Partidura de
um ego angustiado de razão
Maestrado pelo
sol artificial comprado na feira
Iluminando míseros
prazeres
Do livre-mercado
pop
Ranhuras cicatríticas
evoluindo para cânceres e psicoses – cédulas do voto de castidade consigo
Pobres
prazeres facilmente ceifados por “machados” e “assises”.
Santas
pseudoideologias a taparem
Os buracos
deixados pela ausência
Da melodia
poética essencial.
Pausas e silêncios também fazem parte da canção...
sábado, 9 de junho de 2012
Notícia Televisiva
Representantes da Classe Média Diferenciada
foram às compras em “Maiami” e compraram tanto, mas tanto, que o “Boing” da
volta caiu no mar de tanto peso e não sobrou ninguém vivo...
Iemanjá
pensou que Era oferenda!
terça-feira, 8 de maio de 2012
Manifesto do Clã dos Curingas
Manifesto do Clã dos Curingas
Um encontro silencioso está acontecendo! O Clã está se formando.
Os Curingas, misteriosamente, estão se reconhecendo. Habitam lares, freqüentam
bares, estão nas escolas, nas universidades, nas fábricas, nos escritórios, nas
praças, nas ruas e em toda parte. Seres aparentemente comuns, diferenciados
apenas pelo desejo de transformação e por suas mentes inventivas... Suas
ferramentas são a arte e a alegria. Intuitivamente criam seus totens e brasões.
São cartas que não pertencem a nenhum naipe. Resistem às tendências e também as
influenciam. Vivem um passo à frente e são o motor invisível a puxar o
trem-metrô da vida. Subterrâneos, subversores, inusitados ...
Mas muitos são os que ainda não despertaram e você pode ser um
deles:
_ Reconheça-se, reencontre-nos, junte-se a nós, ao nosso clã:
O Clã dos Curingas!
Curingas do mundo uni-vos!
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